5 de outubro de 2009

Chuveiros domésticos acumulam grande quantidade de bactéria

Os chuveiros domésticos oferecem um ambiente propício para a proliferação de micróbios potencialmente patogênicos, que podem ser inalados na forma de partículas suspensas. Essa constatação é da Universidade do Colorado (UC), em Boulder, nos Estados Unidos, que analisou cerca de 50 chuveiros de nove cidades em sete estados norte-americanos.
A pesquisa da instituição mostrou que cerca de 30% dos chuveiros analisados abrigava níveis consideráveis da bactéria Mycobacterium avium, ligada a doenças pulmonares. O patógeno contamina com mais frequência pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e, eventualmente, pode infectar também pessoas saudáveis.

Chuveiros de metal abrigam menos bactérias

Segundo o professor da UC, Norman Pace, não é surpreendente encontrar patógenos emáguas da rede pública. "Mas os pesquisadores descobriram que algumas das bactérias seaglutinam, formando um “biofilme” viscoso que adere ao interior dos chuveiros, em uma concentração mais de 100 vezes maior que a encontrada na água encanada", disse.

“Quando a pessoa liga o chuveiro e recebe um jato de água, provavelmente está levando também uma carga particularmente elevada de M. avium, que pode não ser muito saudável”, explica Pace. Ainda, de acordo como professor, a água que jorra do chuveiro pode distribuir gotículas recheadas de patógenos que ficam suspensos no ar e podem ser facilmente inalados, penetrando nas partes mais profundas dos pulmões.
Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como mulheres grávidas, idosos e aqueles que estão lutando contra outras doenças, são mais propensas a desenvolverem a doença pulmonar causada pela bactéria. Os sintomas são: cansaço, tosse seca persistente, falta de ar, fraqueza e sensação geral de mal-estar, entre outros.
Apesar dos resultados, Pace ressalta que provavelmente não é perigoso utilizar chuveiros para tomar banho, contanto que o sistema imune da pessoa não esteja comprometido de alguma maneira. "Como os chuveiros de plástico apresentam uma carga maior de patógenos, os chuveiros de metal podem ser uma boa alternativa", aconselha.
“Há lições a serem aprendidas aqui em termos de como controlar a água e lidar com ela. O monitoramento da água é muitas vezes arcaico. Já existem ferramentas para fazê-lo com mais precisão, de forma mais barata que a utilizada hoje em dia”, encerra o professor.

28 de setembro de 2009

Unicamp desenvolve combustível de avião mais limpo


A Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um novo processo para a produção de bioquerosene, combustível utilizado em aviões. Utilizando vários tipos de óleos vegetais, um dos maiores benefícios desse processo são os altos índices de pureza do produto final, tornado o combustível menos poluente. E, além disso, mais barato, já que é possivel utilizar praticamente qualquer tipo de óleo vegetal como matéria-prima.

“Além de ser feito a partir de óleos vegetais, outra vantagem ambiental desse combustível renovável é que, ao emitir dióxido de carbono no ar em altitudes elevadas, ele contribui para o crescimento das plantas no solo, que absorvem o dióxido de carbono e conseguem manter seu balanço energético”, explica Maciel Filho, um dos coordenadores do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen).

Não há registros de produtos semelhantes no mercado brasileiro ou internacional com um grau de pureza tão grande, cerca de 99,9%. “É exatamente esse alto nível de pureza que permite a utilização do biocombustível em altas altitudes”, diz Maciel. A obtenção de biocombustíveis para a aviação por propulsão a jato, um segmento importante nos transportes, está no âmbito do empenho mundial na redução da emissão de poluentes.

O custo final do bioquerosene é cerca de 30% mais barato que o querosene oriundo de fontes fósseis, devido, por exemplo, aos baixos custos de energia utilizada em seu processo de produção.

O bioquerosene já está dentro dos requisitos para combustível de aviação estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), e já há empresas interessadas em utilizá-lo, como a americana Continental Airlines.

21 de setembro de 2009

Ambientes com plantas possuem menos taxas de ozônio no ar

Um estudo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que as plantas podem ser um eficiente fator no corte dos níveis de ozônio em locais fechados. O ozônio é um gás incolor, responsável por parte da poluição atmosférica e que pode trazer uma série de complicações a saúde humana, como edemas pulmonares, hemorragia, inflamação e redução da capacidade pulmonar.

Este gás costuma ser liberado por conta do funcionamento de diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar. Como as populações em países industrializados passam em média mais de 80% de seu tempo em ambientes fechados, tal poluição tem sido encarada como um importante problema para a saúde pública. Estudos apontam que o número de mortes por conta de problemas decorrentes da baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos.

A pesquisa da universidade é apenas uma das muitas que existem, na busca de tentar diminuir os efeitos desse gás na saúde humana. Porém, com a vantagem de ser mais econômica. Nela, os cientistas utilizaram pés de espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção. 

Planta jiboia. Além de reduzir o nível do ozônio, ajuda a decorar o ambiente

 
Simulando um ambiente de escritório, eles averiguaram que o índice de redução do ozônio era maior nos ambientes que continham plantas do que nos que não continham. “Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo”, destacaram os cientistas. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.

14 de setembro de 2009

Educação, cultura, ciência e tecnologia são as bases seguras para o desenvolvimento de um País

O Brasil produz cinco milhões de televisores por ano, e nenhum brasileiro projeta televisor. Como pode isso? Quem explica é Weber Figueiredo, vice-diretor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), durante palestra na II Semana de Produção Científica e Tecnológica da Faculdade de Engenharia da (Uerj). Segundo ele, o miolo da TV, do celular e de todos os aparelhos eletrônicos, é todo importado. Somos meros montadores de kits. 

Para entender melhor como isso funciona, saber qual a diferença entre um pais gerar dinheiro e gerar riqueza, e saber como o Brasil pode avançar no seu desenvolvimento tecnológico, leia na integrada a palestra do vice-diretor.

"Educar o povo de verdade, financiar vigorosamente a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, estancar a sangria que suga nossos recursos para o exterior e estimular a produção de riquezas sob o controle dos brasileiros são decisões políticas que caberiam a governos preocupados com as próximas gerações e não apenas com as próximas eleições", Weber.


7 de setembro de 2009

CNPQ incentiva estudantes a serem pesquisadores, explicou o Ministro da Ciencia e Tecnologia em entrevista ao Show Business

O orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia aprovado para este ano é de cinco milhões de reais (tirando os custos com o pessoal). Esse valor é usado, como explicou o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, na demanda do Ministério em agricultura, biotecnologia, assuntos aeroespaciais, petróleo etc. É um valor baixo, segundo ele, mas que recebe ajuda de recursos vindos de outras fontes. Investimentos em petróleo e gás, por exemplo, tem grande parte dos recursos vindos da Petrobras, assim como a agricultura recebe verba da Embrapa.

Pesquisas com embriões (Foto: maurício Lima/AFP)
Na entrevista ao programa Show Business, exibido pela Band, no último dia cinco, o ministro explicou também que o ambiente universitário de pesquisa em ciência e tecnologia no Brasil é recente. Diferente de países como os Estados, que começaram a receber investimentos nas universidades já na década de 50, o Brasil começou isso em meados dos anos 60. E a relação entre as universidades no Brasil com a industria é algo pequeno ainda, comparado a países como os Estados e países da Europa.

Sérgio falou também da vontade dos jovens brasileiros em se tornarem pesquisadores. Essa tendência vem, segundo ele, crescendo. “Instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e outras estaduais, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), são grandes instrumentos de incentivo aos jovens pela pesquisa”, contou. Essas instituições oferecem bolsas de iniciação científica para os estudantes ainda na graduação. Este número não para de subir, disse o ministro. “Em 2008 formamos 11 mil doutores e 40 mil mestres. É um número que cresceu muito nos últimos anos, mas é insuficiente frente ao número de outros países”, argumentou.

O jovem que se forma em pesquisa não precisa necessariamente dar aulas. Ele pode ser pesquisador em empresas ou ser um empreendedor. As incubadoras das empresas são um excelente local para que eles apliquem suas idéias. No ramo empreendedor, existem casos mundiais de sucesso, como o da empresa HP, que começou com a união de idéias de dois jovens pesquisadores, até que se tornou uma grande marca.