Em situações normais, a natureza transforma o metilmercúrio - versão potencialmente perigosa do mercúrio - em uma forma menos tóxica, por meio da ação da luz solar. "Quando o metilmercúrio é ligado à matéria orgânica dissolvida, como plantas ou animais decompostos, a luz do sol quebra a molécula, explica Heileen Hsu-Kim, um dos autores do estudo.
Mas o mesmo não ocorre quando o elemento se encontra no mar. Nessas condições, o metilmercúrio permanece fortemente ligado ao cloreto, não sendo degradado com facilidade pela luz solar. Com isso, animais marinhos podem ingerí-lo.
É ai que reside o perigo para a saúde humana: Nós somos grandes consumidores de animais marinhos. E com isso, acabamos sendo contaminados pelo mercúrio que fica armazenado nos órgãs de paixes e frutos do mar. Aliás, a tendência de armazenamento de metilmercúrio é algo natural nesses seres. A ingestão deles é o principal modo de contaminação do metal em humanos.
Foto: Fla Barbieri









