6 de janeiro de 2011
A ciência no Brasil
12 de dezembro de 2010
BR262 - primeira rodovia ecológica do país
Imagem: arquivo Correio do Estado
A Superintendência do Ibama em Mato Grosso do Sul acaba de licenciar as obras de ampliação da BR no trecho dentro do Pantanal, que vai de Anastácio até Corumbá. As obras estão em andamento e, quando prontas, tornará este trecho o mais ecologicamente correto de uma rodovia asfaltada dentro do estado de Mato Grosso do Sul, e o primeiro no país com esse tipo de exigência feita pelo Ibama.
O projeto inclui passagens subterrâneas e sinalização visual e sonorizada para alertar os motoristas em relação a redução de velocidade em áreas de maior presença de animais. Alguns trechos receberão cercas para impedir a invasão dos animais na pista. A concepção da rodovia ecológica ganha ainda mirantes (um deles no Buraco das Piranhas) para o turista contemplar a natureza. Essa será a primeira rodovia no país com conceitos avançados de sustentabilidade. Com certeza é um avanço, porque se trata de uma obra complexa. Esperamos que outros exemplos aconteçam logo. Mas é claro que isso só resolve uma parte dos problemas. Se os animais estão tendo que fugir para a beira das estradas, é porque algo de errado está acontecendo no habitat deles. As queimadas, são um exemplo. Fonte: revistapantaneira.com.br9 de novembro de 2010
Desafios ambientais do novo presidente
A busca de uma economia de baixas emissões é um dos grandes desafios do novo governo. Foto: Lucas Braga
Adriana Ramos (secretária executiva adjunta do Instituto Socioambiental-ISA) – Conquistar de fato a transversalidade é o maior desafio ambiental do próximo governo. Os instrumentos da política ambiental são limitados para lidar com a perspectiva da sustentabilidade socioambiental, por isso é fundamental que todas as áreas de governo estejam capacitadas para incorporar a temática em suas ações e iniciativas. Enquanto não equacionar isso, o governo vai continuar a colocar pressão para flexibilizar os instrumentos da política ambiental (reduzir unidades de conservação, alterar a legislação, facilitar o licenciamento) e seguirá promovendo o desenvolvimento insustentável do País. A questão urbana, em especial o saneamento básico, é também um grande nó ambiental, talvez um dos que mais afetam a vida das pessoas.Nilo D’Ávila (coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace) – O próximo governo tem um desafio monstro que é a meta de redução de emissões. Mesmo que seja uma meta voluntária, há uma expectativa global de que seja cumprida. Nesse sentido, parece que o atual presidente e equipe ainda não entenderam a importância e a missão dos planos setoriais para o cumprimento das metas do País. Aprovado em agosto, o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) traz palavras-chave fortes e descreve o papel do Brasil, mas o que propõe mostra que ainda não se tem uma cultura de baixo carbono, que é muito nova. Baixo carbono parece ser o que foi a palavra sustentável há alguns anos; parece que vale qualquer coisa desde que o termo esteja lá. Outros temas importantes são o Código Florestal e a política energética. Nesse último caso, há muito desafios em relação às hidrelétricas na Amazônia, com Belo Monte, duas no Madeira, leilão no Teles Pires, além de projetos para usinas no Tapajós. Hoje, apenas três grandes rios que formam a Bacia Amazônica – Purus, Juruá e Negro – não têm projeto de barragem. Outro assunto onde há certo limbo é a legitimação da criação de unidades de conservação. Há cerca de 40 projetos para rever criação de UCs através de tapetão. No Código Florestal, conseguimos arrancar posicionamento dos candidatos à presidência, mas nas demais questões, há o risco de ter um presidente sem compromisso nenhum.
Paulo Moutinho (diretor executivo do IPAM) – São vários os desafios básicos que deverão ser enfrentados na área de meio ambiente pelo próximo presidente: 1 - Como colocar o Brasil na vanguarda de uma economia de baixo carbono e ter vantagem econômica no futuro; 2 – Como conciliar as macropolíticas na área de agropecuária e conservação florestal se, por um lado, o País tem um programa de contenção do desmatamento e, ao mesmo tempo, mantém um programa de investimento em infraestrutura e avanço de pecuária que demandam desmatamento; 3 – Como criar uma inflexão na tendência de uso de energias sujas e como enfrentar o desafio do presal, no momento em que o mundo precisa reduzir o consumo de combustíveis fósseis; 4 – Como evitar que o país fique para trás do ponto de vista tecnológico, já que investe pouco em tecnologias limpas e a indústria mundial (incluindo a China) inicia um processo de avanço tecnológico para redução de poluentes e gases de efeito estufa. O risco é continuar, no futuro de baixa emissão de carbono, dependente do know how de outros países, perpetuando a dependência tecnológica.
John Carter (fazendeiro do Mato Grosso) – Um grande desafio para o próximo presidente é resolver os impasses em relação ao Código Florestal. Um dos aspectos é em relação à Reserva Legal. No Brasil, há incentivos para cultura, esporte, ciência e tecnologia, mas não tem incentivos ambientais. A Reserva Legal não vem de graça. Não é justo não receber créditos de carbono através de REDD por ela. Além disso, o País precisará de uma política para lidar com questões como mudanças climáticas, enchentes, desabamentos. Vimos acontecer esses problemas em várias regiões neste ano, inclusive uma seca terrível. Em relação às unidades de conservação, todo mundo quer criar essas áreas, mas não há estrutura administrativa e financeira para a sua correta implantação. Neste ano foram revogadas várias UCs em Rondônia.
Fonte: www.ipam.org.br/revista/19 de setembro de 2010
Sim, existem terremotos no Brasil
5 de setembro de 2010
Pedido de patentes em células-tronco no país é baixo
O maior depositante são, segundo o Inpi, os Estados Unidos. Depois vem o Canadá, Itália e Japão. Ter tantos países com patentes aqui é preocupante, pois as patentes são territoriais, ou seja, ela deve ser depositada em todos os mercados em que se pretende explorar uma mercadoria.
Um outro problema é que quando um pedido de patente é feito, pedidos semelhantes são bloqueados. Dessa forma, é provável que no futuro as tecnologias desenvolvidas por grupos brasileiros, mas não patenteadas por eles, sofram restrição de uso se, eventualmente, já houverem patentes concedidas a grupos estrangeiros.
“O governo tem investido em pesquisas de células-tronco, mas será que essas pesquisas, quando chegarem a resultados que possam ser protegidos, já não estarão protegidas por outros países? Será que estamos investindo em coisas que não vão poder ser comercializadas no país por conta da proteção de patentes?”, diz Priscila Rohem, pesquisadora do Inpi.



