
3 de junho de 2011
Catalisador alternativo na produção de biodiesel

12 de maio de 2011
Por que o código florestal é tão importante?
O Brasil possui uma imensa vocação florestal. São quilômetros e mais quilômetros de áreas verdes (61% do território brasileiro) que nos trazem benefícios inquestionáveis. O atual código florestal protege essas áreas e nos assegura esses benefícios. Porém, interesses econômicos o ameaça.
Já não cabe discutir se revisá-lo é importante ou não. Está bem claro que sua alteração é essencial, já que o código é de 1965 e não mais atende às particularidades dos diferentes biomas e às realidades socioeconômicas das diversas regiões do país, sendo sua aplicação hoje restrita. Porém, como reforçam entidades ambientais, essas alterações devem facilitar sua aplicação, não diminuir a proteção de áreas ambientalmente importantes, responsáveis pela promoção do desenvolvimento sustentável do país. O Brasil deve honrar sua vocação para as florestas. Aliás, o Brasil deve honrar seu nome, já que é o único país do mundo que deve seu nome ao de uma árvore. Para entender porque o código florestal é tão importante, assista esse vídeo:
Principais Estatísticas Nacionais (fonte: Serviço Florestal Brasileiro) Ano base 2009
População total (2010) - 191 milhões
Área total do país - 851 milhões de ha
Área florestal total - 516 milhões de ha
Proporção da área florestal em relação à área total do país - 60,7 %
Área florestal por habitante - 2,7 ha
Área de florestas naturais - 509,8 milhões de ha
Área de florestas plantadas - 6,8 milhões de ha
Área de unidades de conservação federais - 74 milhões de ha
Área de terras indígenas - 106 milhões de ha
Área de florestas públicas cadastradas (2010) - 290 milhões de ha
Área de florestas comunitárias federais - 128 milhões de ha
Áreas de florestas públicas sob concessão florestal - 146 mil ha
Total de carbono armazenado nas florestas - 62,6 milhões de t
Empregos formais no setor florestal - 615,9 mil
Área de florestas certificadas - 7,6 milhões de ha
Produção de madeira serrada (2008) - 42,2 milhões de m3
Produção de painéis - 7,2 milhões de m3
Produção de celulose - 13,2 milhões de t
Produção de papel - 8,8 milhões de t
Extração de madeira em tora para combustível - 123,0 milhões de m3
Extração de madeira em tora para indústria - 122,2 milhões de m3
Principais produtos não madeireiros extraídos das florestas naturais
- Erva-mate 218,1 mil t
- Açaí 115,9 mil t
- Amêndoa de babaçu 109,3 mil t
- Piaçava 72,2 mil t
Exportações do setor florestal - 7,2 bilhões de US$
Importações do setor florestal - 1,6 bilhão de US$
Principais países importadores de produtos madeireiros do Brasil
- Estados Unidos 1,26 bilhões de US$
- China 1,20 bilhões de US$
- Holanda 514 milhões de US$
Baixe o livro: Florestas do Brasil em Resumo 2010 - MMA
8 de maio de 2011
Um trator que também é caminhão
20 de abril de 2011
Lixo humano (não lixo do humano)
No post do dia 20 de março eu falei sobre o lixo que produzimos. Aquele que sai das nossas casa todo os dias, o que sobra do estilo de vida que temos. Mas essa frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman não fala desse lixo. O pensador fala sobre o lixo humano, sobre o grupo de pessoas não incluídas nos arranjos da sociedade.
Zygmunt Bauman, fevereiro de 2005, em Varsóvia
Segunda ele, imigrantes, pessoas em busca de asilo e refugiados, são apenas a parcela mais visível deste grupo de seres humanos redundantes, tão dispensáveis quanto uma garrafa de plástico vazia e não retornável.
São pessoas desvinculadas do trabalho, da família, das relações sociais que são tratadas como dejetos e irrelevantes no que diz respeito às tomadas de decisão e deliberação de políticas públicas. “Removemos os desejos de maneira mais radical e afetiva: tornado-os invisíveis, por não olhá-los, e inimagináveis, por não pensarmos neles”, diz Bauman.
A responsável por isso? A globalização. Bauman a caracteriza como excludente, traiçoeira e eliminadora, que causa morte, fome, desemprego e caos para milhões de seres humanos.
Eu vejo a globalização como um impulsionador do egoísmo e do individualismo. É isso que faz com que seres humanos sejam tratados dessa maneira. Sejam vistos como sujeira. Sujeira, que não é jogada para debaixo do tapete, mas, como diz o sociólogo, para longe dos grandes centros urbanos. E que são colocados em grandes depósitos em terras inabitadas, sem qualquer tipo de organização, de política de reciclagem.
Isso nos faz ver que a mudança pela qual o mundo está passando não pode ser chamada de evolução. Não creio que haja evolução enquanto o sucesso, o conforto e a felicidade de uns, corresponda a marginalização de outros. E esses outros, são muitos. Bauman lembra que os humilhados e excluídos do sistema correspondem à maioria dos seres humanos existente na terra.
Livro: Zygmunt Bauman. Vidas desperdiçadas. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro; 1ª edição, 2005.
Veja a resenha que o cientista social Antonio Marcos de Souza Silva escreveu sobre o livo!


