3 de julho de 2012

Inoculantes nas lavouras

O nitrogênio é o principal elemento utilizado pelas plantas para seu desenvolvimento. Como este é um elemento caro, uma alternativa para sua absorção é a utilização de bactérias que se associam com diversas plantas. Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) estudam a ação dessas bactérias nas leguminosas através do uso de inoculantes.

Inoculante é todo material contendo microrganimos e que atua favoravelmente no desenvolvimento das plantas. É um produto natural que não causa prejuízo para o meio ambiente. Os inoculantes são específicos para cada planta e seu uso aumenta a produtividade da lavoura, reduz o uso de fertilizantes nitrogenados, melhora a qualidade do solo e garante uma economia para o agricultor que deixa de gastar com fertilizantes.

O inoculante para leguminosas produzido pela Embrapa Agrobiologia contém bactérias fixadoras de nitrogênio, chamadas rizóbios que, quando em contato com as raízes das leguminosas, induzem a formação de pequenas bolinhas, chamadas de nódulos. No interior dos nódulos ocorre o processo de aproveitamento do nitrogênio do ar por estes microrganimos. Este processo é chamado de fixação biológica de nitrogênio.

De acordo com a pesquisadora Cristhiane Amâncio, alguns dos principais benefícios da chamada fixação biológica do nitrogênio são o fornecimento do nitrogênio a baixo custo e a promoção de crescimento da planta.

Wedis Martins

Fonte: prosarural

25 de junho de 2012

Agricultura na Rio+20


Durante a Rio+20 vários painéis discutiram a contribuição da agricultura para as mudanças climáticas. Em um deles, especialistas  debateram o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que sugere medidas que podem ser adotadas na agricultura para mitigar emissões de gases de efeito estufo – CO2, CH4 e N2O – e promover a retenção do carbono na biomassa e no solo.


De acordo com Erikson Chandoha, representante do Ministério de Agricultura, é possível aumentar a produção agrícola sem comprometer o planeta, desde que medidas preventivas como as do Plano ABC sejam adotadas. Para demonstrar a necessidade de mudanças, Karen Suassuna revelou que o desmatamento no Cerrado – principal região do cultivo da soja – é mais severo que na Amazônia, que possui 82% da vegetação original enquanto o Cerrado 52%.

 


Algumas ações que estruturam o ABC são: recuperação de pastagens degradas, integração lavoura-pecuária-floresta, sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas, tratamento de dejetos e adaptação as mudanças climáticas.

Todas essas medidas têm como principal objetivo mitigar a emissão dos gases do efeito estufa na agricultura. Há ainda outros objetivos complementares como, melhorar o sistema produtivo do sistema rural, incentivar a adoção do sistema de produção sustentável, reduzir o desmatamento causado pela agropecuária e outros.

De acordo com Luiz Adriano Maia Cordeiro, da Embrapa, o governo já realizou medidas entre 2010 e 2012 para promover o Plano ABC. Alguns exemplos são: linha de crédito agrícola para adoção das tecnologias do ABC, campanha publicitária na televisão, grupos gestores estaduais, oficina de trabalho, capacitação de técnicos e materiais didáticos, além do uso do biogás pela agricultura familiar, que gera renda e preserva o ambiente, através do tratamento dos dejetos animais para a sua produção. Segundo ele, a expectativa de resultados com a geração de energia através do biogás, até 2020, é de 18 milhões de reais.

Mais informações sobre o Plano ABC


Wedis Martins

Fonte: Agência Notisa

19 de junho de 2012

Seleção, classificação e embalagem de frutas e hortaliças

O alto índice de perdas pós-colheita impede que muitas hortaliças e frutas produzidas e que saem do campo cheguem ao consumidor final. Embalagens adequadas para a comercialização podem contribuir para reduzir essas perdas. Procedimetos de seleção e classificação também ajudam, explica o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marcos José de Oliveira Fonseca.

Marcos conta que a implantação dos procedimentos adequados na propriedade ou no empreendimento gera benefícios como, por exemplo, uma remuneração justa pelo produto por ser bem cultivado e colhido, chegando ao consumidor com melhor qualidade. Também serão reduzidos os níveis de perdas com o consequente aumento de oferta e a redução do desperdício.

A recomendação é implantar um processo de seleção dos produtos, no qual estes são qualificados para seguir para sua destinação principal, com exclusão daqueles que não possuem as características determinadas para o produto padrão.

A seguir, frutas e hortaliças devem ser submetidas à classificação, que é a separação dos mesmos em lotes homogêneos segundo o tamanho, a forma, a coloração e o ponto de maturação. Estes lotes homogêneos podem, enfim, ser embalados em caixas que deverão cumprir duas funções principais: proteger o produto e facilitar o deslocamento das cargas.

Grande parte da produção nacional de frutas e hortaliças são embaladas em caixas de madeira, que não cumprem as duas funções mencionadas. As caixas de papelão (não retornável) e de plástico (retornável) cumprem as duas funções, possuindo características bastante distintas, com vantagens e desvantagens entre si.

A viabilidade de aplicação dos processos depende da rentabilidade da cultura, do nível tecnológico do sistema de produção e da logística de comercialização. Outra forma complementar de viabilização do processo de seleção, classificação e embalagem dos produtos é o associativismo, que permite a redução de custos e o aumento de escala da produção.

Wedis Martins
Fonte: Prosa Rural


1 de junho de 2012

XXI Encontro Nacional de Geografia Agrária


Entre os dias 15 e 19 de Outubro de 2012 acontecerá a XXI edição do Encontro Nacional de Geografia Agrária, que terá como tema: “Territórios em Disputa: os desafios da Geografia Agrária nas contradições do desenvolvimento brasileiro”.
 
Esse ano o evento será realizado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG), promovido pelo LAGEA (Laboratório de Geografia Agrária da UFU) e LAHEN (Laboratório de Geografia Humana e Ensino da mesma instituição).

A proposta é trazer para reflexão e debate temas atuais sobre o campo brasileiro, discutindo as perspectivas teórico-metodológicas da Geografia Agrária; as políticas públicas de desenvolvimento territorial rural e combate à pobreza; a Reforma Agrária, assentamentos rurais e conflitos no campo; o agronegócio e a questão da produção de agrocombustíveis; as concepções e práticas de educação do campo; as relações campo-cidade e das mudanças na agricultura a partir do novo Código Florestal brasileiro, dentro outros.

 

Wedis Martins

31 de maio de 2012

Livro sobre a dinâmica do desmatamento ao redor do mundo


Desmatamento e degradação florestal representam uma fração significativa das emissões anuais de gases de efeito estufas induzidos por ação humana na atmosfera, a maior fonte de perdas na biodiversidade e a destruição de milhões de lares familiares. Apesar das causas serem locais/regionais, suas consequências são globais.

O livro Desmatamento ao redor do mundo, editado por Paulo Moutinho, biólogo e mestre e doutor em ecologia, diretor Executivo do IPAM, fornece uma visão geral sobre a dinâmica do desmatamento ao redor do mundo, incorporando análises às suas causas, impactos e ações de prevenção.

Seus 17 capítulos, organizados em três seções, discutem o impacto do desmatamento no clima, solo, biodiversidade e população humana. Iniciativas para prevenção também são discutidas. Uma ênfase especial é dada ás diferentes técnicas de sensoriamento remoto e mapeamento que poderiam ser usadas como fonte para tomadores de decisão e para a sociedade para promover a conservação florestal e controlar o desmatamento.


Faça o download da publicação (em inglês) gratuitamente: www.intechopen.com/books/deforestation-around-the-world

Fonte:IPAM